Transformar a abstenção em força revolucionária!

1/10/2017

 

A Plataforma Laboral e Popular dá por concluída a campanha de abstenção activa. Uma campanha humilde e modesta que esteve presente em Lisboa, no Porto, em Setúbal e em Braga. 

Os números não enganam. A abstenção oferece boas perspectivas ao campo revolucionário, mantendo-se na mesma ordem de grandeza das eleições de 2013.
 
Estamos perfeitamente conscientes, ainda assim, do significado político da abstenção. Não consideramos que a elevada abstenção seja uma vitória por si só. Ela é essencialmente consequência do desgaste do regime burguês, do enfado, do cansaço, do desprezo e do desinteresse que colhe no seio do povo trabalhador.

A abstenção não é ainda uma força activa, consciente e combatente, que encaminhe o povo trabalhador ao derrube violento da ordem burguesa e à tomada do poder. Esse é o trabalho que conta, que está por fazer e para o qual lançámos agora as primeiras sementes. 

Nesta campanha reafirmámos os princípios. O oportunismo e o reformismo não fazem nenhum aproveitamento revolucionário da legalidade burguesa. Pelo contrário, o reformismo e o oportunismo são o aproveitamento burguês do folclore performativo e da radicalidade vazia do democratismo - instrumentos que neutralizam todo o potencial do mundo do trabalho. 

Não pisaremos as armadilhas do inimigo. Não nos arrastarão para as vossas guerrinhas estéreis de alecrim e manjerona. O povo trabalhador consciente terá uma palavra a dizer na definição das regras do jogo, e só nessa altura fará sentido falar em aproveitamento dos espaços do inimigo, entre outras manobras tácticas que nos possam conduzir à vitória.

Cabe-nos transformar esta abstenção em força transformadora. Continuaremos essa luta junto dos trabalhadores e trabalhadoras.

 

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