Dia da Pátria Galega

27/7/2017

 

 

A PLP esteve no ato político do Dia da Pátria Galega, lado a lado com outras organizações, revolucionárias, socialistas, independentistas e feministas, no passado dia 25 de julho, na Praça 8 de Março, em Compostela, fazendo-se representar por Miguel Lopes, cuja intervenção política transcrevemos:

"Boa tarde a todos e a todas,

Muito obrigado aos camaradas de Agora Galiza pelo convite.

Uma calorosa saudação aos Comunistas de Castela, da Iniciativa Comunista, da CUP, do colectivo Boltxe e Nação Andaluza.

A Plataforma Laboral e Popular queria muito estar presente no Dia da Pátria. Queríamos dizer aos camaradas anfitriões que podem contar connosco para o desenvolvimento do projecto revolucionário, independentista, socialista e feminista.

Contem connosco na luta pela reintegração da única língua deste povo, que é no fundo a nossa língua.

Na Galiza só em Galego!

Contem connosco nesse caminho das pedras: reagrupar as fracções com maior potencial revolucionário para abrir o confronto com a burguesia e o seu projecto estatal chauvinista.

Contem connosco para não alimentar qualquer ilusão reformista no combate ao inimigo. A evidência histórica é lapidar, está escrita na pedra onde jazem os homens e mulheres que deram o melhor das suas vidas pela libertação nacional e social dentro desta prisão de povos. 

Saberemos colher os ensinamentos dessas experiências práticas, e saberemos superá-las. 

Não diluiremos os projectos nacionais no logro e na mentira duma segunda transição. Não queremos restaurar a vossa monarquia cadavérica, nem o vosso caduco estado das autonomias. Só por cima do vosso pó e cinzas construiremos algo. Só depois dum combate encarniçado e prolongado reduziremos a vossa marcazinha a pó e cinzas. 

E não sereis vós a definir as regras do jogo. Falaremos melhor do que vós a única linguagem que sois capazes de compreender. 

Não diluiremos o projecto socialista no interclassismo das burguesias autonómicas. As classes que têm muito a perder, ou alguma coisa a perder, só poderão ser arrastadas pelo processo se viajarem sentadinhas, numa das últimas carruagens, o mais longe possível do maquinista, para não terem a tentação de parar o comboio. 

Companheiros e companheiras,

Em Portugal, como em Castela, na Galiza, na Catalunha e no País Basco, o actual momento é de resistência ao refluxo das ideias revolucionárias. Agora é preciso remar contra as marés, sem alimentar rancores e sem abrir mão dos princípios. 

Os trabalhadores não estão nas nossas posições, mas isso não é inédito na história do movimento operário. As forças do reformismo neste momento têm a iniciativa e vão vender fumo e espuma às massas trabalhadoras até acabar o stock. E nós preparamo-nos agora, para entrar a seguir.


A Plataforma Laboral e Popular vai ensaiar agora a emergência dum novo campo revolucionário. 

Em Portugal as condições para a construção deste novo campo político amadureceram depois da assinatura da posição conjunto entre as duas principais forças do reformismo e um dos dois principais partidos da burguesia. 

A assinatura da posição conjunta não é o ponto de partida de coisa nenhuma, é o ponto de chegada das duas forças do reformismo. Foi por pressão das cúpulas e cansaço das bases, que as duas forças do reformismo jogaram as suas posições institucionais com o Partido dito Socialista, em troca dum prato de lentilhas. O reformismo colocou em cima da mesa a prata da casa em troca da reposição dos feriados e o aumento do salário mínimo nacional.

O problema é que estas duas forças ficarão inutilizadas e politicamente esgotadas depois deste processo, até para continuar a actividade reformista e inconsequente levada a cabo até aqui.

Abrir-se-à um vazio político se nada for feito. Não vamos deixar que isso aconteça. E contamos convosco para nos ajudar, 

a germinar as sementes da vitória, 

Viva a rebelião popular!"

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