Sobre a greve de fome da Resistência Palestiniana nas cadeias do Sionismo

15/5/2017

 

1 - Estão neste momento encarcerados pelo sionismo cerca de 6500 palestinianos e palestinianas. 500 estão ao abrigo do «regime extrajudicial», ou seja, sem que se tenha apurado nenhuma culpa, nem exista sequer um processo contra eles. 300 deles são menores. 13 são deputados e deputadas eleitos do parlamento palestiniano.


2 - O regime carcerário que lhes é dispensado desafia qualquer noção de brutalidade. Acções como tortura física, execução liminar, denegação do acesso a livros, a emissões de rádio, a visitas de familiares, de contacto com advogados ou colectivos de auxílio aos presos, são moeda corrente. Há registo de castigos de uma mesquinhez sórdida, como proibição da entrada na prisão de papel e caneta, ou recusa de visitas por falta de visto da administração militar israelita - a mesma que usa a prisão de um familiar como motivo para recusar um visto. A mesma que parece achar bastante menos importante a existência de "vistos de permanência" em território palestiniano para os colonatos que agridem e matam impunemente palestinianos e palestinianas, ou que se regozijam, em cadeiras de praia, a assistir aos bombardeamentos israelitas.


3 - O sionismo deve ser definido como aquilo que é, com todas as letras: um projecto colonialista, racista, violento e fascizante, de ocupação forçada e instituição de um apartheid na região da Palestina, que escraviza, explora, humilha, e diariamente afronta, na sua própria terra, o povo palestiniano. O Estado de Israel constitui um factor permanente de instabilidade e conflito militar na região e deve pura e simplesmente ser dissolvido, sendo o seu território reconhecido como parte integrante de uma nação palestiniana cujas fronteiras vão do Jordão ao Mediterrâneo.  Bem assim, todos os territórios arrebanhados ao Líbano, à Síria, e aos demais países que fazem fronteira com Israel, devem ser de imediato devolvidos.


4 - A PLP reconhece o direito do povo da Palestina a recorrer a quaisquer formas de luta para combater o exército israelita, as suas agências de espionagem, a sua administração militar, o seu aparelho de Estado, os seus colonatos ilegais. Não vertemos uma lágrima por nenhum actor do conflito que esteja do lado do sionismo, e saudamos todas as vitórias que a resistência saiba desferir ao seu inimigo. Porque todas as derrotas do Estado sionista são machadadas no imperialismo e na sua política agressiva, todos os avanços da resistência palestiniana são vitórias do progresso e da liberdade dos povos.


5 - A PLP expressa solidariedade calorosa e sem restrições aos prisioneiros e às prisioneiras que desde os finais de Abril estão em greve de fome nas cadeias do sionismo. Exigimos a sua libertação imediata e sem reservas. Associamo-nos a todas as lutas pela denúncia da situação que enfrentam nas prisões. Sublinhamos o seu exemplo de coragem e determinação, a sua força

 

por mais violento que se mostre o inimigo, em libertar o seu povo da opressão colonialista de uma vez por todas.


6 - A PLP apela a todos os trabalhadores e a todas as trabalhadoras a viver em Portugal que se unam e organizem expressando a sua solidariedade internacionalista para com o povo palestiniano, o seu repúdio para com o processo colonialista do sionismo, para com as investidas do imperialismo, para com o modo de produção capitalista que lhes dá origem. É tempo de derrotar os avanços sionistas na Palestina, sim - e de derrotar a exploração do homem pelo homem, que lhe dá origem, em todo o mundo.

Partilhe no Facebook
Partilhe no Twitter
Partilhe no Linkedin
Please reload