Pensões mínimas sobem 6 euros em agosto

22/11/2016

 

 

 

O governo anunciou, no passado dia 18 de Novembro, que as pensões mínimas irão afinal subir 6 euros em Agosto de 2017, medida que não estaria anteriormente prevista. Esta subida irá afectar as pensões de valor até 263 euros. O governo anuncia que "Há uma revisão em baixa da taxa de inflação de 0,7 para 0,5%" o que "permite agora que a actualização das pensões acima de 840 euros não tenha um valor tão elevado e dá margem de poupança ao Governo”. Anunciam ainda que "A ajudar a esta medida, há também o caso de o complemento solidário para idosos" diminuir em termos de incidência e valor global anual e que "com o aumento extraordinário de seis euros, alguns pensionistas deixam de estar no limiar da pobreza".

Daqui se conclui que, de facto, este parco aumento será materializado à custa de um corte na subida das pensões acima de 840 euros e da diminuição do número de pensionistas a quem é atribuído o complemento solidário para idosos. O governo, como já vem sendo habitual, dá com uma mão para logo tirar com a outra. Este aumento será de facto apenas suficiente para fazer face à inflação, o que significa que não há qualquer aumento real do poder de compra dos pensionistas, o que não constitui nenhuma melhoria em relação à situação de exclusão social e miséria a que estão votados dezenas de milhares de pensionistas pobres. Entretanto, o governo continua a disponibilizar milhares de milhões de euros das contribuições fiscais dos trabalhadores, para a recapitalização da burguesia, seja pela subsidiação directa ou através de PPPs, seja pela capitalização da banca, nomeadamente da CGD e ainda com as rendas asseguradas ao capital financeiro através da dívida pública.

 

A PLP defende que a dignidade dos pensionistas só pode ser garantida pela elevação das pensões mínimas para 90% do valor do salário mínimo nacional, assim como exige e apela a que todos os pensionistas pobres lutem, no imediato, pelo aumento de 10 euros já a partir de Janeiro de 2017 para as pensões abaixo de 840 euros. Para todos um aumento igual ao valor da inflação, de forma a evitar a perda de poder de compra.

Apelamos ainda a que os trabalhadores não deixem de lutar pelo aumento do salário mínimo acima de 600 euros!

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