CGTP-IN considera uma "falta de respeito" limitar a dez euros o aumento do salário mínimo nacional.

6/11/2016

 

 

A CGTP-IN, pela voz do seu secretário-geral Arménio Carlos, considera uma "falta de respeito" pelos trabalhadores, a proposta que parte da CIP, de limitar a dez euros o aumento do salário mínimo nacional.

 

A Plataforma Laboral e Popular considera que esta declaração revela que a CGTP-IN opta por ignorar que a manutenção de salários miseráveis não é uma mera questão moral, de respeito ou falta dele, da CIP para com as classes laboriosas, mas antes uma questão sócio-económica, já que os interesses do patronato, ou seja, da classe dos capitalistas, são inconciliáveis e contrários aos anseios, expectativas e interesses dos trabalhadores e camadas populares, sendo esta uma característica central e imutável da sociedade de classes, capitalista. A PLP defende e conclama os trabalhadores a exigir, através da luta organizada nos locais de trabalho e nas ruas, o aumento IMEDIATO do salário mínimo nacional para o valor de 600 euros, não como mera proposta simbólica de negociação e conciliação com o patronato, conforme a apresenta a CGTP-IN, mas como objectivo mínimo, acerca do qual seremos irredutíveis, de resistência da classe à ofensiva capitalista dos patrões e do governo.

 

Arménio Carlos sustentou ainda que "O comércio resolve os seus problemas a partir do momento que perceber que a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores e das suas famílias é que é a galinha dos ovos de ouro. Se nós tivermos mais rendimento, podemos consumir mais e, logo, o comércio vai vender mais e fazer mais negócio".

 

A PLP destaca que por um lado, as reivindicações e conquistas das árduas lutas dos trabalhadores servem os seus interesses de classe, próprios, justos e profundamente legítimos, na medida em que produzem toda a riqueza e não são "galinha dos ovos de ouro" de empresários ou banqueiros - burgueses em geral e por outro lado, de acordo com a afirmação do secretário-geral da CGTP-IN, poderíamos inferir que a intersindical dispensa os patrões cujas empresas sejam essencialmente exportadoras, de aumentar os salários dos trabalhadores, já que esse aumento não se reflectiria em "vender mais e fazer mais negócio", pois as suas mercadorias destinam-se ao mercado estrangeiro.

 

A Plataforma repudia esta lógica conciliadora e reforça a necessidade de afirmação de independência dos interesses das classes laboriosas e camadas populares em relação à classe dominante em geral e em particular ao governo correia de transmissão das políticas imperialistas da União Europeia!

 

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