UGT avisa PSD para "consequências desastrosas" de voto contra na TSU

16/1/2017

 

 

Com o objectivo claro de comprometer os parceiros parlamentares do governo, PCP/PEV e BE, com o expediente acordado entre patronato, governo e UGT, relativo à descida da TSU para os capitalistas, Pedro Passos Coelho afirma que PSD “advertiu o PS para não contar com o seu voto caso os partidos que completam a maioria de esquerda peçam a apreciação parlamentar do diploma que reduz a Taxa Social Única das empresas.”

 

A posição assumida pelo PSD não é mais do que um malabarismo táctico parlamentar, que vai inclusivamente contra os objectivos de classe do partido – histórico representante dos interesses de amplas camadas da burguesia – e nessa medida, não será de admirar que Carlos Silva, secretário-geral da central sindical fantoche do patronato, UGT, tenha vindo publicamente pedir ao partido, ponderação e responsabilidade relativamente a esta questão, por forma a, por um lado, não prejudicar os interesses dos capitalistas e por outro, não pôr em causa a legitimidade institucional da concertação social.

 

A PLP apela aos partidos da esquerda parlamentar para que não cedam às pressões demagógicas do PSD e, ao invés de garantirem o seu apoio a mais esta medida de recuperação capitalista do governo, que visa objectivamente pôr os trabalhadores a pagar o aumento miserável do SMN, ao mesmo tempo descapitalizando a SS, vetem este acordo de concertação patronal.

 

Apelamos também aos trabalhadores para que se insurjam contra a descida da TSU e lutem por um aumento do SMN acima dos 600 euros, no imediato.

A PLP, perante a ausência de qualquer mobilização ampla e consequente, organizada pela esquerda parlamentar e pela central sindical CGTP, no sentido de lutar contra o avanço das medidas anti-populares e de recuperação capitalista tomadas pelo governo e contrariar o congelamento dos salários e pensões dos trabalhadores e reformados, só pode concluir que a balança política pende claramente para o apoio ao PS e deixa de lado a luta de classes, único caminho para as conquistas dos trabalhadores e camadas populares desfavorecidas.
Os trabalhadores poderão contar com a Plataforma Laboral e Popular para, com todos os meios de que disponha, procurar organizar as lutas pelos seus direitos, salários e elevação geral das suas condições de vida, contra a burguesia nacional, os seus representantes políticos e a ingerência imperialista da tríade UE/BCE/FMI.

 

Notícia Jornal de Notícias

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