Salário mínimo sobe para 557 euros e patrões conseguem desconto extra na TSU

23/12/2016

 

Foi aprovada em sede de concertação social uma subida do salário mínimo para 557 euros, mas, em contrapartida, os patrões conseguem desconto extra na TSU.

Este miserável aumento do salário mínimo, muito aquém da reivindicação mínima de 600 euros defendida pela PLP, faz-se, ainda assim, à custa da diminuição das contribuições do patronato para a Segurança Social, o que significa que em termos práticos, serão os trabalhadores a ter que contribuir ainda mais, para assegurar a sua sustentabilidade, ou seja: este parco aumento do SMN será de facto pago por quem trabalha.


Este expediente, que prejudica grave e duplamente os trabalhadores, vem mais uma vez confirmar o caractér de classe, burguês e anti-popular, do actual executivo, pelo que, só uma posição de conciliação e capitulação, pode justificar o apoio dispensado pela esquerda parlamentar ao governo.

 

A CGTP, ao contrário da central sindical do patronato UGT, não assinou este acordo entre o governo de recuperação capitalista e a burguesia, pelo que não se poderá esperar senão que, como única e urgente forma de avançar no imediato para a conquista da reivindicação dos 600 euros de SMN e revogação de mais este benefício à burguesia, exerça a sua influência junto dos trabalhadores e organizações representativas, no sentido de promover nas ruas e nos locais de trabalho uma luta aguerrida e consequente, com estes e outros objectivos.

 

A PLATAFORMA LABORAL E POPULAR apela assim à mobilização de todos os trabalhadores e camadas populares em defesa dos seus interesses e contra a capitulação parlamentar e institucional aos desmandos do patronato, em nome da dignidade e da emancipação de quem trabalha.

 

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