CGTP. Salário mínimo devia ser 902 euros, mas “600 é uma proposta razoável”

19/12/2016

 

Arménio Carlos, secretário geral da CGTP declara que “Se porventura a inflação e a produtividade fossem consideradas ao longo dos anos, no que respeita à aplicação do salário mínimo nacional, em 2017 o seu valor devia ser de 902 euros, o que confirma que a proposta da CGTP é razoável”

 

A PLP concorda com o valor avançado de 902 euros, que corrobora o facto de que, mesmo de acordo com uma interpretação enquadrada pelas regras económicas capitalistas, o patronato se apropria de uma gigantesca fatia do valor gerado pelo trabalho das classes laboriosas. Assim, a PLP rejeita veementemente o SMN de 557 euros, apresentado como “mínimo” pela CGTP e reafirma que os trabalhadores devem exigir os 600 euros, que serão o patamar de resistência, que servirá de base a outras lutas e reivindicações, que aproximem os salários da proporcionalidade com a enorme riqueza gerada por quem trabalha, que é hoje acumulada pela burguesia, ao invés de servir o propósito de elevação das condições de vida de todos.

São exactamente as décadas de políticas de conciliação com o capital, por parte das organizações representativas dos trabalhadores,que impediram que, pela luta, o patamar salarial actual atingisse essa proporcionalidade e é exactamente com estas posições reformistas que é necessário romper, por um sindicalismo de classe, combativo e consequente.

 

Notícia Rádio Renascença

 

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