Arménio Carlos: “Não aceitaremos propostas para salário mínimo que fiquem abaixo dos €557”

14/11/2016

 

Arménio Carlos declarou que “A margem da CGTP é a sua proposta: 600 euros a partir de 1 de Janeiro de 2017. Aguardamos que as outras propostas sejam formalizadas. Uma coisa é certa: não aceitaremos propostas que fiquem abaixo das que o Governo já assumiu em compromissos com outros partidos [557 euros]”.

Enquanto a UGT já se mostrou disponível para negociar e aceitar propostas inferiores a 557 euros, relativas ao salário mínimo nacional, a CGTP reafirma assim, pela voz do seu SG, aquilo que de antemão a Plataforma Laboral e Popular avançou, nomeadamente que a proposta de aumento do SMN para 600 euros por parte da intersindical é apenas retórica e não é, (apesar de mesmo essa proposta ser inferior ao que seria necessário para fazer face às necessidades e expectativas mínimas dos trabalhadores), de forma alguma, para ser convictamente defendida.

 

O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), declarou ainda no passado dia 3/11 que a manifestação dos trabalhadores da função pública agendada para 18/11, convocada pela intersindical, se propõe “empurrar o Governo para o que é o caminho certo”, mas de acordo, por um lado com as irrisórias propostas de alterações ao OE2017 apresentadas pela esquerda do quadro parlamentar e por outro, com a ausência de propostas dos partidos da direita, que demonstra que este é também o seu orçamento - um orçamento que defende os interesses das grande, média e algumas camadas da pequena burguesias - ou seja, dos empresários e proprietários, só se pode concluir que esta estratégia da CGTP não surte, ou não se propõe surtir, qualquer efeito e que só uma atitude mais radical e aguerrida dos trabalhadores e suas organizações representativas, na defesa dos seus interesses de classe, nomeadamente com greves e manifestações levadas a cabo por todos os trabalhadores, tanto do sector privado quanto do sector público, tanto daqueles que são precários, quanto daqueles cujo vínculo laboral seja menos instável, que vão mais longe tanto nas reivindicações quanto na intensidade da luta, poderá fazer face à ofensiva capitalista levada a cabo pelo actual governo, sob a batuta da constante ingerência da UE, instituição que representa os interesses das burguesias das grandes potências económicas europeias, assim recuperando e conquistando direitos e salário para as classes laboriosas e camadas populares.

Partilhe no Facebook
Partilhe no Twitter
Partilhe no Linkedin
Please reload