"Salários e as carreiras devem ser descongelados em 2017"

8/11/2016

 

 

A última manifestação da CGTP foi convocada há um ano. Esta ausência de luta é não só uma prova inequívoca do seu apoio às políticas do actual governo, como lhe imputa responsabilidades em relação ao facto de o governo insistir em manter a sua determinação de "congelar os salários e as carreiras" e não revogar os escalões do IRS e o ataque à lei laboral que foi perpetrado tanto pelo governo PSD/CDS como durante o mandato de J. Sócrates.

 

A continuar como até aqui e a insistir na sua estratégia de diálogo e de conciliação com a política de recuperação capitalista do actual governo PS, não se torna evidente que a mísera recuperação de direitos dos trabalhadores e dos mais pobres, se tornará mais lenta, citando a metáfora utilizada por Arménio Carlos, que as próprias "obras de santa Engrácia"?

A UGT está feita com o governo e com as associações patronais e a CGTP, com esta prática, completa o círculo.

 

Diz A. Carlos: "No dia em que realizámos a manifestação em frente da Assembleia da República [10 de Novembro de 2015] e que coincidiu com a queda do Governo PSD/CDS, utilizámos duas metáforas para identificar a estratégia da intervenção da central e daquilo que esperávamos da relação com o novo Governo. A primeira foi assumir que Roma e Pavia não se fizeram num dia; logo estamos abertos a procurar soluções que consolidem esta alternativa, mas simultaneamente que programem no tempo as respostas às principais reivindicações dos trabalhadores.


A segunda é que as reivindicações dos trabalhadores não podem ser uma relíquia como as obras de Santa Engrácia. As propostas dos sindicatos da CGTP têm de ser consideradas, estamos disponíveis para discutir e para programar no tempo a sua concretização."

Partilhe no Facebook
Partilhe no Twitter
Partilhe no Linkedin
Please reload